sábado, 3 de outubro de 2009

Indicadores Serasa Experian são positivos para 2010

Editoria: Fique Atento - Data de Publicação: 02/10/09

Indicadores de perspectiva econômica apontam para fim da crise e volta do crescimento pleno.

A Serasa Experian lançou cinco novos indicadores: o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Atividade Econômica, o Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor, o Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito às Empresas, o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor e o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas.

O objetivo desses indicadores é antever, num horizonte de seis meses, em que fase do ciclo estarão as seguintes variáveis econômicas: atividade econômica, concessões reais de crédito ao consumidor, concessões reais de crédito às empresas, inadimplência do consumidor e inadimplência das empresas.

Atividade Econômica
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Atividade Econômica cresceu 0,2% em julho de 2009, atingindo o valor de 99,9, o que demonstra que no início de 2010 a economia brasileira terá retornado ao seu patamar de equilíbrio de longo prazo, cuja trajetória de expansão representa, segundo o consenso existente hoje entre os economistas, um ritmo de crescimento ao redor de 5% ao ano.

Em se tratando da atividade econômica, o fato desse indicador ter atingido, em julho de 2009, praticamente o equilíbrio, é de vital relevância para o delineamento dos rumos da política monetária a partir de 2010.

Crédito ao Consumidor
Em relação à perspectiva do crédito ao consumidor, o indicador mostra o recuo de 1,2% em agosto de 2009, atingindo o valor de 101,3. A queda em agosto foi a quarta consecutiva deste indicador após ter atingido o pico de 104,5 em abril de 2009, o maior valor desde maio de 2001.

Os recentes movimentos de queda do Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Crédito ao Consumidor, embora situado num patamar acima de 100, apontam que o ritmo de concessões reais de crédito com recursos livres às pessoas físicas devem continuar crescendo, porém num ritmo mais brando do que o registrado ao longo dos últimos meses. A retomada do crédito ao consumidor, especialmente para o consumo, foi uma da alavancas que proporcionou a rápida recuperação da economia brasileira, após ter sofrido os impactos da crise financeira internacional, durante o último trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2009.

Tal desaceleração esperada relaciona-se com alguns fatores, tais como: o fim do período de relaxamento monetário, o término de alguns estímulos fiscais anti-crise e o provável deslocamento das pessoas físicas do crédito do consumo para o investimento (crédito habitacional), oferecido basicamente com recursos direcionados, tendo em vista a recuperação do mercado imobiliário.

Crédito às Empresas
O Indicador sob a perspectiva do crédito às empresas cresceu 1,2% em agosto de 2009, atingindo o valor de 99,9. A crescente normalização tanto dos mercados financeiros e de crédito quanto do fluxo de caixa das empresas coloca a concessão de crédito às empresas em rota de recuperação daqui até o início de 2010, quando deverá estar plenamente normalizado.

Inadimplência do Consumidor
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor caiu 1% em julho de 2009. As sucessivas quedas desse indicador e o seu rompimento abaixo do nível 100 sinalizam que a trajetória recém iniciada de redução dos níveis de inadimplência bancária das pessoas físicas, deverá continuar, ao longo dos próximos meses, estimulada pela surpreendente recuperação do mercado de trabalho e pela retomada do crescimento do rendimento real.

Inadimplência das empresas
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Inadimplência das Empresas caiu 7% em julho, o sexto recuo mensal consecutivo, atingindo o valor 105,3. As recentes quedas deste indicador sinalizam que, a exemplo do crédito às empresas, a inadimplência das pessoas jurídicas também está vivendo um momento de inflexão, devendo iniciar uma trajetória de normalização daqui até os meses iniciais do próximo ano. A retomada da atividade econômica, o reequilíbrio do fluxo de caixa das empresas e as medidas do governo para melhorar o acesso ao crédito das micro e pequenas empresas são alguns dos fatores que embasarão tal trajetória de normalização.

Fonte: Serasa Experian

Brasil conquista vaga para as finais do Motocross das Nações de forma inédita

Com a 19ª posição na fase classificatória, seleção nacional está garantida nas corridas decisivas deste domingo, no autódromo de Franciacorta “Daniel Bonara”, na Itália


Franciacorta, Itália – O Brasil acaba de conquistar a 19a posição na fase classificatória do Motocross da Nações 2009, que está sendo realizado no autódromo de Franciacorta “Daniel Bonara”, na Itália. Com este resultado, a equipe nacional está garantida nas finais da competição. Esta é a primeira vez que o time não precisa disputar e vencer a chamada Bateria B, uma repescagem realizada no domingo, para estar nas finais. As corridas decisivas serão realizadas neste domingo, sendo que o objetivo dos brasileiros é melhorar o 14º lugar no ranking geral.


O grande nome do dia foi o do mineiro Antônio Jorge Balbi Júnior, que assegurou a nona posição na bateria da classe Open. Swian Zanoni, com o 21º lugar na MX2, completou os pontos do Brasil. O resultado descartado foi o do goiano Wellington Garcia , que ficou na 24ª colocação da MX1.
Cobertura completa – Em seguida, daremos mais detalhes da inédita conquista brasileira, por meio de press releases com entrevistas dos pilotos, fotos e vídeos em alta resolução para divulgação. Todo o material estará à disposição dos jornalistas na sala de imprensa virtual do Team Honda (clique aqui).


Os fãs do Motocross não podem deixar de acessar o site www.motocrossdasnacoes.com.br. Na página, é possível acompanhar notícias, vídeos e fotos do evento atualizados direto da Itália, além de ferramentas de interação, como blog e twitter (www.twitter.com/mxdasnacoes).
Programação* – Motocross das Nações 2009
(horário locais – cinco horas a mais com relação a Brasília)
4/10 – Domingo
8h40 às 9h – Aquecimento Bateria B
9h10 às 9h30 – Aquecimento finalistas MX das Nações – Grupo 1
9h40 às 10h – Aquecimento finalistas MX das Nações – Grupo 2
11h – Bateria B (30 minutos + duas voltas)
13h08 – Final 1 MX das Nações – MX1 + MX2 (30 minutos + duas voltas)
14h38 – Final 2 MX das Nações – MX2 + Open (30 minutos + duas voltas)
16h08 - Final 3 MX das Nações – MX1 + Open (30 minutos + duas voltas)
* a programação é fornec ida pela organização do evento e está sujeita a alterações.
O Team Honda tem apoio da Mobil, Pirelli, Showa, ASW, Polisport, Riffel, Oakley, Orbital, D.I.D., NGK, Master Freios, Pro Taper, Reebok, Griffe Correa, Yoshimura e Mega Energy.
HONDA RACING

Fonte e fotos - VIPCOMM Agência de Comunicação www.vipcomm.com.br  vipcomm@vipcomm.com.br (11) 3868-1245

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Seleção brasileira treina com as motocicletas oficiais para o Motocross das Nações

30/09/2009 - Equipamento preparado pela equipe italiana Martin Racing traz o que há de melhor no mundo feito para as motos de cross da Honda


Brescia (Itália) – A seleção brasileira teve o primeiro contato com as motocicletas Honda CRF 450R e CRF 250R que irá utilizar na disputa do Motocross das Nações, marcado para este final de semana no autódromo de Franciacorta "Daniel Bonara", Itália. A equipe treinou nesta quarta-feira na pista de Dorno, a 130 quilômetros de Brescia, onde está hospedada. O equipamento, preparado pela italiana Martin Racing, é 100% de fábrica e reúne o que há que melhor no mundo para as motocicletas de cross da marca Honda. Nesta quinta-feira, haverá nova sessão de treinos e o local está sendo definido.

As máquinas são as que disputaram o Campeonato Mundial de Motocross com os pilotos Kevin Strijbos e Marc de Reuver. Agora, estão nas mãos dos brasileiros do Team Honda Antônio Jorge Balbi Júnior, da categoria Open (450cc), Wellington Garcia, da MX1 (450cc), e Swian Zanoni, da MX2 (250cc). Este é o segundo ano consecutivo que a Martin Racing presta suporte técnico para o elenco nacional no evento considerado a Copa do Mundo da modalidade.
"Com relação à temporada passada, as motos de 450 cilindradas são completamente diferentes", afirmou Marcus Freitas, goiano que é chefe mecânico da Martin Racing. "As suspensões Showa são de magnésio, o motor tem mais torque e a engrenagem de câmbio é mais longa. A 250cc também passou por uma grande evolução: o carburador é de magnésio e os comandos são diferentes, os mesmos que usamos no Mundial", continuou.
Outro ponto que chama bastante atenção é que, apesar de agressivas, as máquinas são extremamente leves. "Todos os parafusos do motor e da ciclística são de titânio. Não há nenhum parafuso de ferro, e isto deixa a moto mais leve entre seis e oito quilos", concluiu Freitas.
Os pilotos ficaram impressionados com as máquinas. "Sem dúvidas é o melhor equipamento que já tivemos para o Motocross das Nações", garantiu o goiano Wellington Garcia, que participa pela terceira vez do evento. "A primeira impressão foi ótima e agora estamos acertando os detalhes para ganhar cada vez mais confiança na pista."
Swian Zanoni, mineiro que mora em Nova Friburgo (RJ), também está se adaptando. "A moto é muito forte e eu estou acertando mais a suspensão. O trabalho está bem intenso e espero que a gente consiga um ótima resultado no final de semana."

Balbi destacou a sintonia com a equipe de apoio. "Já foi uma parceria de sucesso no ano passado e o fato do Marcus Freitas ser brasileiro facilita a comunicação com os pilotos. Temos em mãos o melhor equipamento que a Honda possui no mundo. Agora só depende de nós", concluiu o mineiro.
Formato de disputa – A principal característica do Motocross das Nações é o formato de disputa por equipes, ou seja, a soma dos resultados dos três pilotos é o que define a classificação de cada país participante. Em 2009, o evento tem recorde de inscritos, com 108 pilotos de 36 nacionalidades. Esta é a terceira temporada seguida que o Team Honda irá representar o Brasil no evento. A equipe, anteriormente formada por Balbi, Wellington e Leandro Silva, conquistou as melhores classificações da história (14º lugar em 2008, na Inglaterra, após o 16º lugar de 2007, nos Estados Unidos). O atual campeão do Motocross das Nações é o time norte-americano.
(Gostaria de compartilhar com vocês o artigo da VIPCOMM "agencia de publicidae" pois achei muito interessante e util, fonte VIPCOMM - www.vipcomm.com.br )

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Seleção brasileira embarca para a Itália de olho no Motocross das Nações

Equipe nacional chega em Brescia nesta terça-feira para a disputa do evento considerado a Copa do Mundo da modalidade, marcado para os dias 3 e 4 de outubro




São Paulo (SP) – A seleção brasileira chega na cidade de Brescia, na Itália, nesta terça-feira, onde ficará hospedada para a disputa do Motocross das Nações 2009. O evento considerado a Copa do Mundo da modalidade será realizado nos dias 3 e 4 de outubro no autódromo de Franciacorta “Daniel Bonara”. Até lá, a programação da delegação nacional inclui sessões de treinos com as motocicletas preparadas pela equipe de apoio, a italiana Martin Racing, além do reconhecimento da pista onde será realizado o evento.

(Chefe da equipe brasileira Sr. Yasuda)


A seleção brasileira está sendo representada pelos pilotos do Team Honda Antônio Jorge Balbi Júnior, da categoria Open (450cc), Wellington Garcia, da MX1 (450cc), e Swian Zanoni, da MX2 (250cc). De acordo com o chefe de equipe, Wilson Yasuda, o clima do time é tranquilo. “Nós já temos a experiência de ter disputado o Motocross das Nações em solo europeu, pois no ano passado o evento teve a Inglaterra como palco. Isto ajuda para que o time tenha mais confiança e tranquilidade”, explicou.


Formato de disputa – A principal característica do Motocross das Nações é o formato de disputa por equipes, ou seja, a soma dos resultados dos três pilotos é o que define a classificação de cada país participante. Em 2009, o evento tem recorde de inscritos, com 108 pilotos de 36 nacionalidades. Esta é a terceira temporada seguida que o Team Honda irá representar o Brasil no evento. A equipe, anteriormente formada por Balbi, Wellington e Leandro Silva, conquistou as melhores classificações da história (14º lugar em 2008, na Inglaterra, após o 16º lugar de 2007, nos Estados Unidos). O atual campeão do Motocross das Nações é o time norte-americano.

Programação* – Motocross das Nações 2009
(horário locais – cinco horas a mais com relação a Brasília)


3/10 – Sábado
10h às 10h40 – Treino livre MX1
11h às 11h40 – Treino livre MX2
12h às 12h40 – Treino livre Open
14h30 – Bateria qualificatória MX1 (20 minutos + duas voltas)
15h30 – Bateria qualificatória MX2 (20 minutos + duas voltas)
16h30 – Bateria qualificatória Open (20 minutos + duas voltas)

4/10 – Domingo
8h40 às 9h – Aquecimento Bateria B
9h10 às 9h30 – Aquecimento finalistas MX das Nações – Grupo 1
9h40 às 10h – Aquecimento finalistas MX das Nações – Grupo 2
11h – Bateria B (30 minutos + duas voltas)
13h08 – Final 1 MX das Nações – MX1 + MX2 (30 minutos + duas voltas)
14h38 – Final 2 MX das Nações – MX2 + Open (30 minutos + duas voltas)
16h08 - Final 3 MX das Nações – MX1 + Open (30 minutos + duas voltas)
* a programação é fornecida pela organização do evento e está sujeita a alterações.
O Team Honda tem apoio da Mobil, Pirelli, Showa, ASW, Polisport, Riffel, Oakley, Orbital, D.I.D., NGK, Master Freios, Pro Taper, Reebok, Griffe Correa, Yoshimura e Mega Energy.
(fonte VIPCOMM Agência de Comunicação www.vipcomm.com.br)

domingo, 27 de setembro de 2009

"As Máquinas"

“As Máquinas”

       Nuno Narezzi



          Que coisa mágica é a integração entre o homem e a máquina. De um lado a moto, acelerando e aumentando sua velocidade tão rápido que pensamos que podemos ser jogados fora dela num piscar de olhos. Muitos podem não acreditar, mas a máquina (no caso a moto) é complexa, sendo necessário "se comunicar com ela" para obter uma performance vitoriosa, conhecendo, preparando estruturando a equipe para atingir o objetivo final - VITÓRIA.


          Do outro lado, pilotando a máquina, o homem. Outra "máquina maravilhosa criada por Deus". No momento da competição essas duas máquinas precisam estar totalmente integradas. Para obter um bom desempenho em um campeonato (que normalmente dura de Março à Novembro) o atleta precisa ter uma excelente alimentação, preparo físico intenso e outros bons hábitos fundamentais: sono tranqüilo, auto-confiança, cultivar a alegria e o bom humor: “Mente limpa e saudável é fundamental".


         Poderia escrever um livro explicando o quanto pode ser complexo e ao mesmo tempo tão simples a preparação de um piloto de motocross...mas vamos deixar para uma próxima oportunidade.


          No esporte aprendi a ter determinação, disciplina, superar limites, respeito, serenidade, espírito esportivo, ética, atitude e muito mais. O MotoCross é um esporte de alto risco e performance. Para vencer passava muitas horas do meu dia pilotando durante a semana, em treinos e corridas e para isso precisava manter um enorme equilíbrio mental, para me preservar e não colocar em risco a minha vida ou a de outros pilotos durante uma manobra arriscada e vencer uma prova.

          Por estes motivos deixo aqui, sempre que posso, mensagens de superação, motivação, equilíbrio emocional, dicas de saúde, treinamentos, curiosidades entre outros. Tudo isso com o intuito de colaborar com o desenvolvimento e crescimento saudável de todos os que visitam meu perfil e também por acreditar que o esporte me deu uma vida equilibrada, na qual construí um elo de amizades no Brasil e no exterior e que me deu uma grande oportunidade na busca por conhecimentos. Tenho plena convicção que a prática esportiva “seja por lazer, amadora ou profissional” é uma poderosa ferramenta de inclusão social.

Sonhe, acredite e vá! Vencer é divertido!

-- Por Nuno Narezzi --

Entrevista com o piloto e empresário Nuno Narezzi - 27/09/2009 por FERNANDO LOGGAR - http://www.maisindaia.com.br/entrevistas/

Perfil:



Nuno Narezzi iniciou sua carreira em 1983, incentivado por seu Pai, Gilberto Narezzi. Desde o início, apesar das dificuldades, Nuno sempre pode contar com o apoio da HONDA. Essa parceria Nuno – HONDA se estendeu por toda sua carreira à qual,l foi feita de muita glória e inúmeras vitórias e títulos.
Suas principais características como piloto sempre foram a excelente forma física (fruto de muita dedicação, esforço e disciplina) , uma equipe bem estruturada e o fato de ser extremamente técnico, deixando a espetacularidade de lado em prol da eficiência e resultados.
Em toda sua carreira como piloto profissional de motocross e supercross, Nuno Narezzi conquistou 5 títulos brasileiros e 9 títulos paulistas . Disputou inúmeras provas do campeonato mundial na Europa, Estados Unidos, além disso, teve a oportunidade de conhecer o Brasil de Norte a Sul.
Atualmente Nuno Narezzi é proprietário e dirige a Prolink concessionária Honda em Indaiatuba, fundada em 1983 pelo seu Pai Gilberto Narezzi.


Carreira:


Fernando Loggar: Quando e como foi seu despertar para o MotoCross e o primeiro contato com este esporte?

Nuno Narezzi: Sempre fui apaixonado por motocicletas, desde criança “06 anos” já convivia com motos, meu pai sempre teve motocicletas e me levava para passear e eu adorava. Gostava muito de bicicross, uma coisa acabou levando a outra. Iniciei no MotoCross com aproximadamente 13 anos.

Fernando Loggar: Diante das dificuldades encontradas na época, você pensou em desistir do MotoCross e encarar uma outra atividade?

Nuno Narezzi: Isso aconteceu algumas vezes por falta de patrocínio e acidentes, mas minha família sempre esteve do meu lado nos piores momentos, dando o suporte necessário para me recuperar rápido dos acidentes. Patrocínio é sempre muito difícil no esporte, especialmente no começo da carreira. Passei muitas dificuldades, mas sempre tive a Honda como minha principal parceira.


Fernando Loggar: Quais outras atividades esportivas que você praticou e obteve tanto êxito quanto no MotoCross?
Nuno Narezzi: Gosto de todos os esportes. Sempre fui uma criança ativa. Gostava de nadar, judô, correr, Mountain bike, Skate. Mas nunca competi profissionalmente em outra modalidade esportiva além do MotoCross.


Fernando Loggar: Você considera que a disciplina, dedicação e foco nos objetivos foram os diferenciais para a conquista de tantas vitórias?
Nuno Narezzi: Sem dúvida. Acredito que disciplina e dedicação são fundamentais para se obter êxito em qualquer coisa na vida. No esporte são fundamentais.


Fernando Loggar: Na conquista de seu primeiro título, quais foram os primeiros pensamentos que lhe vieram a cabeça? Houve a emoção de realizar um desejo muito grande ou a vontade de se superar e partir para novas vitórias?
Nuno Narezzi: Em segundos vem um bombardeio de pensamentos “Deus, família, equipe, patrocinadores, amigos, dedicação, disciplina.” Desde então percebi que fica fácil vencer quando se tem um desejo, vontade e visão, as lágrimas são inevitáveis e é claro, vontade de se superar e continuar vencendo.

Fernando Loggar: Como você acredita que seria sua vida hoje se não houvesse essa relação tão grande com o MotoCross? Você consegue se imaginar sem este contato com o esporte?
Nuno Narezzi: Não sei dizer pois não vejo minha vida sem o MotoCross. Não consigo nem imaginar o que eu poderia ter feito. Sou uma pessoa dedicada e obstinada, faço tudo com muita determinação, mas não consigo me imaginar sem o MotoCross.


Fernando Loggar: Qual o grande marco de sua carreira?
Nuno Narezzi: Foram vários... O primeiro título nacional, primeira delegação brasileira para participar do MotoCross das Nações, entre outras.


Fernando Loggar: Você se considera uma peça fundamental para o MotoCross no Brasil? Quais grandes feitos seus são reconhecidos até hoje pela comunidade?
Nuno Narezzi: Sim. Fiz história dentro do Motociclismo Nacional não apenas pelos meus títulos, mas pela inovação tecnológica que sempre busquei no esporte. Acredito que a minha busca por novas tecnologias dentro do MotoCross foram fundamentais para a profissionalização desse esporte no Brasil.


Fernando Loggar: Qual a maior diferença entre o MotoCross na época em que você iniciou e o esporte nos dias de hoje?
Nuno Narezzi: As diferenças estão no avanço tecnológico dos equipamentos e nas novas técnicas de pilotagem (essas questões são inevitáveis, pois há uma evolução natural dos equipamentos e do esporte), e as mudanças no tempo de prova (antes duas baterias de 45 minutos cada, hoje somente 1 bateria de 30 minutos).


Fernando Loggar: Você acredita que em Indaiatuba há um crescimento de interessados no MotoCross? Ao que se deve este aumento?
Nuno Narezzi: Sim, em Indaiatuba temos muitas pessoas que praticam MotoCross por lazer ou profissionalmente. Isso se deve a minha história e a do Rogério dentro do Motociclismo, que estimula as pessoas e também ao fato de termos aqui o CETH e inúmeras provas de reconhecimento Nacional durante o ano.


Fernando Loggar: Recentemente o Portal Mais Indaiá publicou uma entrevista com Jaqueline Poltronieri, competidora de MotoCross. Como você o aumento de mulheres interessadas no esporte?
Nuno Narezzi: Sou Fã numero 1 da Jaqueline, vi ela nascer, treinava no sítio do pai dela. Logo que iniciei minha carreira havia uma categoria somente feminina, pois a quantidade mulheres correndo era bem grande. Recentemente a Mariana Balbi escreveu seu nome na história do motociclismo mundial, ela foi a primeira mulher da história a participar de um mundial na categoria principal, orgulho para nós brasileiros. Eu simplesmente acho lindo uma mulher pilotar uma motocicleta, é o máximo.


Fernando Loggar: Mulheres têm mais determinação e garra que os homens no MotoCross?
Nuno Narezzi: O MotoCross é um esporte muito difícil, diria que bruto, mas as mulheres são tão determinadas quanto um homem, diria que até um pouquinho mais.


Fernando Loggar: Quais os principais diferenciais entre homens e mulheres numa competição?
Nuno Narezzi: Acho que não existe, pois vejo as mulheres competindo e não vejo diferença nenhuma na pilotagem e na estratégia de corrida. Talvez numa colisão, pode ser que a mulher sinta mais em função da estrutura de um homem. Eu já presenciei a Mariana Balbi disputando uma posição com outro piloto e não aconteceu nada.


Fernando Loggar: O que o MotoCross mudou em sua vida?
Nuno Narezzi: O MotoCross foi tudo em minha vida. Me ensinou a ter disciplina, a lutar por meus desejos e objetivos, a competir com ética, a ter respeito pelos meus companheiros, respeitar hierarquias e principalmente superar adversidades. Acredito que sou uma pessoa melhor por causa da minha carreira no Motociclismo.


Curiosidades:


Fernando Loggar: Quem foi o grande propulsor na sua carreira?
Nuno Narezzi: Meu Pai foi quem sempre me apoiou e a Moto Honda do Brasil quem sempre acreditou e me patrocinou.


Fernando Loggar: Alguma vez você pensou em desistir do esporte, após uma derrota?
Nuno Narezzi: Em 1990 sofri vários acidentes e fraturas graves que na época me deixaram desestimulado. Mas dei a volta pro cima e me superei.


Fernando Loggar: MotoCross ainda é uma atividade que depende de muitos investimentos, a falta de patrocínio é uma barreira para que novas pessoas entrem neste universo?
Nuno Narezzi: O MotoCross profissional depende de grandes investimentos para atingir os resultados desejados (ser campeão), porém hoje o acesso a esta modalidade está muito mais fácil e barato, no mercado existem motocicletas e equipamentos com preços acessíveis e muitos campeonatos regionais que os interessados podem facilmente integrar a prática do MotoCross.


Fernando Loggar: A mídia local sempre lhe apoiou, ou você acha que ainda há um certo desinteresse pelo MotoCross na cidade?
Nuno Narezzi: De maneira alguma. A mídia local sempre foi grande divulgadora da minha carreira. Devo muito aos meios de comunicação de nossa cidade. Sempre me apoiaram e incentivaram a minha carreira.


Fernando Loggar: Você já realizou algum tipo de trabalho de incentivo para estimular novos jovens a ingressarem no MotoCross?
Nuno Narezzi: Trabalho em si não, mas muitos jovens e equipes me procuram para ingressar no MotoCross e outros que já estão, me procuram para aprimorar e melhorar dentro da categoria, como tenho conhecimento do assunto faço esse aconselhamento com grande prazer.


Fernando Loggar: Indaiatuba já comportou vários eventos de MotoCross, ainda faltam investimento e estrutura na cidade ou já estamos num bom patamar?
Nuno Narezzi: Indaiatuba realiza competições do Brasileiro e do Paulista de MotoCross e SuperCross desde 1983, aqui sempre tem duas ou três competições das mais importantes do Brasil.
Indaiatuba possui uma estrutura invejável quando se fala de MotoCross em comparação com outras cidades. Prova disso é o CETH (Centro de Treinamento Honda) com toda a infra-estrutura para realizar provas de MotoCross e que já recebeu eventos como o MotoCross das Nações e três Campeonatos Mundiais de MotoCross. Nossa cidade é citada em todo o mundo como referencia no motociclismo mundial.


Fernando Loggar: Ainda há preconceito com mulheres motociclistas?
Nuno Narezzi: De maneira alguma


Indaiatuba:


Fernando Loggar: Possuindo uma loja especializada em motos, você acha que em Indaiatuba há um crescimento no número de veículos de duas rodas em comparação aos carros?
Nuno Narezzi: O carro vende mais que motocicleta. Entretanto a motocicleta vem ganhando seu espaço no mercado em função de ser um veículo de transporte de lazer barato, de baixo custo de manutenção, econômico, com ótimo valor de revenda e excelentes condições de compra.


Fernando Loggar: Constantemente temos o conhecimento de acidentes com motociclistas nas vias da cidade. Na sua opinião, os motociclistas passam dos limites ou os outros motoristas não os respeitam?
Nuno Narezzi: Eu não tenho os números exatos das ocorrências no trânsito, porém o maior problema que vemos é a imprudência e a falta de conscientização.
Não importa quão avançada é a tecnologia, são os seres humanos que detêm a chave para a segurança e a harmonia no tráfego.
 

Fernando Loggar: Qual o perfil do público que frequenta sua loja em Indaiatuba?
Nuno Narezzi: O Público na Prolink é bem diversificado, não dá para estabelecer um padrão. Homens, Mulheres, pessoas que precisam da moto para trabalhar, pessoas que tem a moto por lazer...


Fernando Loggar: Em algum momento você sentiu dificuldades em alguma área de atuação por ser de uma cidade de Interior?
Nuno Narezzi: Nunca. Sempre tive as portas abertas em todos os lugares e colaborei muito para levar o nome de Indaiatuba pelo país e também no exterior.


Fernando Loggar: Comente algum projeto que ainda pretende realizar na cidade:
Nuno Narezzi: Venho realizando ao longo desses anos, através da Prolink, cursos de Pilotagem, direção defensiva, palestras educativas e tenho firmes propósitos e projetos objetivando a prática esportiva como ferramenta de inclusão social entre outros e pretendo continuar com esse trabalho.


Rápidas:


Seu maior medo: Mediocridade
Maior orgulho: Minha família
Maior erro: Querer acertar sempre
Maior acerto: Nunca desistir dos meus sonhos
O que lhe deixa feliz: Estar com a minha família
Lugar preferido: Minha casa
Comida preferida: Feijão com arroz
O que lhe dá vitalidade: Sol
O que te decepciona: Mentira
Sonho: Continuar sonhando


Fernando Loggar: Por fim, deixe uma mensagem para a população de Indaiatuba e visitantes do Portal Mais Indaiá:
Nuno Narezzi: Acredite no poder dos sonhos


(Gostaria de compartilhar com vocês o artigo publicado no portal Mais Indaiá http://www.maisindaia.com.br , agradeço ao FERNANDO LOGGAR a oportunidade de fazer parte de sua coluna de entrevista)